
Tu és a musa que não quero para mim, mas és aquela a quem dedico tudo o que escrevo. És a única pessoa que me faz preencher linhas com significado puro, ao invés de ocas palavras.
És tudo aquilo que eu sempre desejei em segredo de mim mesmo.
O som do vento, o cair da chuva, o “tic” e o “tac” do relógio, o som do pêndulo, cada passo…
Todos eles ressoam dentro de mim, todos eles frios, todos eles moribundos…
A agonia e a angústia de um sentimento amaldiçoado, e mais que amaldiçoado, desejado.
Sim.
Desejado.
Desejado porque eu desejo realmente amar.
Amar sem receio de tornar turvas as águas da nascente de humanidade.
A nascente que faz com que eu ame, tenha alegria, com que eu seja capaz de sorrir, apesar de toda a tristeza…
Sofro em silencio pois a dor é demasiado insuportável para por em palavras, insuportável ao ponto de fazer com que eu duvide de que a minha força ainda está comigo, sinto que ela me abandonou completamente, que me atraiçoou…
Sei que as lágrimas seriam algo que me poderiam aliviar o sofrimento, mas, como posso eu chorar?
Como posso eu chorar se o ombro que me apoiava há muito desapareceu…?
Para mim, que sempre ousei sonhar, que nunca menti em relação ao que sinto, amar é a única coisa que faz sentido…
Mas…
Como eu te compreendo…
Nós dois, apesar de há tão pouco tempo nos conhecermos, vivemos em função de um mesmo sofrimento…
Diferimos unicamente enquanto eu amo e tu tens receio de ser amada…
Como é possível?
Porque não queres tu ser amada?
Será que o que escondes do mundo, o que guardas apenas para ti, é o receio de novamente seres magoada pelo amor?
Eu ouso pensar que sim…
Não negues que procuras ser feliz ou nunca o serás, e quem sabe estarás até a afastar de ti a própria felicidade...
Se não queres sofrer nem ser feliz, então o que desejas?
Apatia?
Viver num vazio de superficialidade que nunca te trará nada de nada ou apenas desejos superficiais?
Desejos esses que me fazem temer que percas a luz que vejo em ti…
Amar é realmente impossível para ti?
Esse teu “gostar”, a meu ver, é apenas a tua maneira de fugir ao sofrimento, de não passar novamente pelo inferno…
Enquanto isto, não estarás perdendo a tua humanidade?
É também esse “gostar” que vai fazer com que afastes de ti tudo o que contraria o sofrimento, tudo o que ilumina a escuridão, tudo o que tem força suficiente para te afastar do inferno…
Tudo o que te torna humana…
Tu "gostas" que “gostem” de ti…
Dizes que é preferível a seres amada…
Vou ousar escrever mais,
Esse "gostar" é cobardia do inconsciente, é algo equivoco que nada de bem trará…
Perdoa-me por ousar…
Mas, que verdade haveria em mim se não o fizesse?
Se não ousasse, como poderia continuar a olhar para ti e dizer que nada mais faz sentido?
As noites tornam-se cada vez mais frias, e os dias cada vez mais curtos…
Algo mais irei escrever a respeito disto… Por esta noite o frio já fez com que a minha mão responda mais a mim…
És tudo aquilo que eu sempre desejei em segredo de mim mesmo.
O som do vento, o cair da chuva, o “tic” e o “tac” do relógio, o som do pêndulo, cada passo…
Todos eles ressoam dentro de mim, todos eles frios, todos eles moribundos…
A agonia e a angústia de um sentimento amaldiçoado, e mais que amaldiçoado, desejado.
Sim.
Desejado.
Desejado porque eu desejo realmente amar.
Amar sem receio de tornar turvas as águas da nascente de humanidade.
A nascente que faz com que eu ame, tenha alegria, com que eu seja capaz de sorrir, apesar de toda a tristeza…
Sofro em silencio pois a dor é demasiado insuportável para por em palavras, insuportável ao ponto de fazer com que eu duvide de que a minha força ainda está comigo, sinto que ela me abandonou completamente, que me atraiçoou…
Sei que as lágrimas seriam algo que me poderiam aliviar o sofrimento, mas, como posso eu chorar?
Como posso eu chorar se o ombro que me apoiava há muito desapareceu…?
Para mim, que sempre ousei sonhar, que nunca menti em relação ao que sinto, amar é a única coisa que faz sentido…
Mas…
Como eu te compreendo…
Nós dois, apesar de há tão pouco tempo nos conhecermos, vivemos em função de um mesmo sofrimento…
Diferimos unicamente enquanto eu amo e tu tens receio de ser amada…
Como é possível?
Porque não queres tu ser amada?
Será que o que escondes do mundo, o que guardas apenas para ti, é o receio de novamente seres magoada pelo amor?
Eu ouso pensar que sim…
Não negues que procuras ser feliz ou nunca o serás, e quem sabe estarás até a afastar de ti a própria felicidade...
Se não queres sofrer nem ser feliz, então o que desejas?
Apatia?
Viver num vazio de superficialidade que nunca te trará nada de nada ou apenas desejos superficiais?
Desejos esses que me fazem temer que percas a luz que vejo em ti…
Amar é realmente impossível para ti?
Esse teu “gostar”, a meu ver, é apenas a tua maneira de fugir ao sofrimento, de não passar novamente pelo inferno…
Enquanto isto, não estarás perdendo a tua humanidade?
É também esse “gostar” que vai fazer com que afastes de ti tudo o que contraria o sofrimento, tudo o que ilumina a escuridão, tudo o que tem força suficiente para te afastar do inferno…
Tudo o que te torna humana…
Tu "gostas" que “gostem” de ti…
Dizes que é preferível a seres amada…
Vou ousar escrever mais,
Esse "gostar" é cobardia do inconsciente, é algo equivoco que nada de bem trará…
Perdoa-me por ousar…
Mas, que verdade haveria em mim se não o fizesse?
Se não ousasse, como poderia continuar a olhar para ti e dizer que nada mais faz sentido?
As noites tornam-se cada vez mais frias, e os dias cada vez mais curtos…
Algo mais irei escrever a respeito disto… Por esta noite o frio já fez com que a minha mão responda mais a mim…

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