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Um lugar onde conheço apenas a tua presença e a minha.
Uma planície desconhecida para todos excepto para nós dois.
Onde há um banco de baloiço feito à nossa medida, de onde podemos vislumbrar o por e o nascer do sol…
Esse lugar por vezes parece-me repleto de raízes mortas e negras, que marcam tanto o solo, que já deu vida a maravilhosos relvados flores de todas as cores, como ao céu onde o sol já brilhou e iluminou a nossa paz, de onde a lua e as estrelas testemunharam a nossa tranquilidade.
Daquela mesma terra, onde já nenhuma vida consegue existir, erguem-se impunemente as negras raízes que tudo querem cobrir.
Cobertos quase por completo ficaram os céus, as paredes e o próprio chão…
Mas algo resta desta utopia que me faz acreditar em algo…
Algo…
Algo que…
Algo que não sei interpretar…
Esse algo faz-me crer e querer esquecer…
Apesar de majestosas e negras serem essas raízes, há ainda um raio de luz audacioso o suficiente para as cruzar e iluminar os meus olhos…
Esse pequeno raio de luz que dá esperança a quem tende a perder sanidade enquanto está perdido no meio da sua escuridão…
O que é ele?
Qual é o porquê dessa sua audácia?
Qual é o porquê de haver sempre algo que faça com que a alma humana lute por essa réstia de luz?
Porque não simplesmente dar à alma a paz que tanto deseja?
Porque não morrer?
Há um porquê…
Eu não sei qual é ele, mas no meio da minha insanidade recuso-me sempre a acreditar que o meu caminho chegou ao fim, que a própria luz da vida se apagou…
Hugo Santos...
Texto e imagem 20-02-2008, Sintra
Uma planície desconhecida para todos excepto para nós dois.
Onde há um banco de baloiço feito à nossa medida, de onde podemos vislumbrar o por e o nascer do sol…
Esse lugar por vezes parece-me repleto de raízes mortas e negras, que marcam tanto o solo, que já deu vida a maravilhosos relvados flores de todas as cores, como ao céu onde o sol já brilhou e iluminou a nossa paz, de onde a lua e as estrelas testemunharam a nossa tranquilidade.
Daquela mesma terra, onde já nenhuma vida consegue existir, erguem-se impunemente as negras raízes que tudo querem cobrir.
Cobertos quase por completo ficaram os céus, as paredes e o próprio chão…
Mas algo resta desta utopia que me faz acreditar em algo…
Algo…
Algo que…
Algo que não sei interpretar…
Esse algo faz-me crer e querer esquecer…
Apesar de majestosas e negras serem essas raízes, há ainda um raio de luz audacioso o suficiente para as cruzar e iluminar os meus olhos…
Esse pequeno raio de luz que dá esperança a quem tende a perder sanidade enquanto está perdido no meio da sua escuridão…
O que é ele?
Qual é o porquê dessa sua audácia?
Qual é o porquê de haver sempre algo que faça com que a alma humana lute por essa réstia de luz?
Porque não simplesmente dar à alma a paz que tanto deseja?
Porque não morrer?
Há um porquê…
Eu não sei qual é ele, mas no meio da minha insanidade recuso-me sempre a acreditar que o meu caminho chegou ao fim, que a própria luz da vida se apagou…
Hugo Santos...
Texto e imagem 20-02-2008, Sintra

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