terça-feira, 11 de novembro de 2008

Interrupção















Quanto à dádiva do saber escrever
Uma pausa teve que ser feita
Tentando por muito tempo perceber
Como atravessar uma passagem tão estreita
Assim, suspenso ficou
O que outrora numa alma vigorou
Face à troça na cara do destino
Um caminho que nada tem de divino

Vive o homem então
Numa árdua luta em si
Triunfa o pensamento vão
E morre a excentricidade do ser assim
Para depois de igual a tudo ser
Abrir os olhos e então decidir
Que como sempre foi e quis ser
Voltar assim a viver e sorrir

Felizmente o belo está à vista,
Não o vê quem apenas olha,
Eu não via pois além me fixava
Mas aprendi,
De tal modo em muito errava…

Agora o ver é sentir
E neste sentir é lindo ver
Posso então por mim proferir
Que é assim que vou viver…





Um vai e vem da vida…
Hugo Santos…